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Tristezas da Lua
Divaga em meio à noite a lua preguiçosa;
Como uma bela, entre coxins e devaneios,
Que afaga com a mão discreta e vaporosa,
Antes de adormecer, o contorno dos seios.
No dorso de cetim das tenras avalanchas,
Morrendo, ela se entrega a longos estertores,
E os olhos vai pousando sobre as níveas manchas
Que no azul desabrocham como estranhas flores.
Se às vezes neste globo, ébria de ócio e prazer,
Deixa ela uma furtiva lágrima escorrer
Um poeta caridoso, ao sono pouco afeito,
No côncavo das mãos torna essa goto rala,
De irisados reflexos como um grão de opala,
E bem longe do sol a acolhe no peito.
(Charles Baudelaire)
"Tudo vai, tudo volta;
eternamente gira a roda do ser.
Tudo morre, tudo refloresce,
eternamente transcorre o ano do ser.
Tudo se desfaz, tudo é refeito;
eternamente constróí-se a mesma casa do ser.
Tudo se separa, tudo volta a se encontrar;
eternamente fiel a si mesmo
permanece o anel do ser.
Em cada instante começa o ser;
em torno de todo o "aqui"
rola a bola "acolá ".
O meio está em toda parte.
Curvo é o caminho da eternidade".
(Nietzsche - Assim Falava Zarastrusta)